E.E Índia Vanuíre
Disciplina: Língua Portuguesa- Professora Elisângela Filletti
Ano/série: 2º C
Nº de aulas: 5
Data: 18/05 a 22/05
Conteúdo/ tema: leitura de texto
Habilidade: Localizar informações explícitas em um texto; inferir informações implícitas em um
texto.
Estratégia: leitura e análise de texto.
Responder no caderno e enviar a foto via whats... 99763 9842 ou e-mail....
profelisangelatupa@gmail.com
Leia o texto e responda às questões 1 e 2.
Proposta de renda mínima universal é cercada de polêmica
[...] O conceito de uma renda básica universal vem sendo tema de discussão entre filósofos,
economistas e políticos durante séculos, sempre cercado de muita polêmica.
Um dos fundadores dos Estados Unidos, o economista britânico Thomas Paine, propôs ─ em
um ensaio chamado Justiça Agrária, de 1797 ─ a tributação de grandes propriedades
fundiárias, de modo que cada indivíduo recebesse uma "subvenção de capital" que lhe
permitiria "fugir à indigência e exercer os direitos declarados universais".
Já em 1853 o filósofo francês François Huet defendia tais transferências de renda sem
contrapartidas para todos os jovens adultos, que seriam financiadas por impostos sobre
heranças e doações.
Mais recentemente, economistas de renome, como o americano Joseph Stiglitz e o francês
Thomas Piketty, engrossaram o coro pela aprovação de uma renda mínima universal.
Os partidários do sistema garantem que o benefício reduziria a desigualdade, ajudaria os
desempregados e quem se dedica a cuidar de familiares sem ser remunerado, e equilibraria o
aumento da automatização do trabalho.
Por outro lado, seus críticos afirmam que o pagamento regular feito pelo Estado
desencorajaria as pessoas a trabalhar e, assim, prejudicaria a economia, fomentando a
pobreza.
Mas segundo um estudo publicado em 2011 por Evelyn L. Forget, professora de Economia da
Universidade de Manitoba (Canadá), o pagamento de uma renda básica a todos os cidadãos de
Dauphin, durante o experimento conduzido na década de 70, reduziu a pobreza e amenizou
vários outros problemas socioeconômicos.
Paralelamente, em vários países do mundo, incluindo muitos latino-americanos, há
movimentos que pressionam com mais ou menos sucesso para que os salários mínimos se
tornem salários dignos. "A criação do salário mínimo foi uma tentativa de criar um nível básico
de ingresso", diz Linda Yueh, professora adjunta de Economia na London Business School, na
Inglaterra. "A renda básica universal e o salário mínimo digno são ideias similares, mas a renda
básica vai mais longe pois trata de assegurar que todo mundo tenha um nível mínimo de
rendimento para poder viver", acrescenta ela.
Questão 01
O texto foi escrito para
(A) habitantes de países que oferecem renda mínima a adultos jovens trabalhadores.
(B) leitores de matérias jornalísticas na internet, com interesse no assunto, em qualquer parte
do mundo.
(C) pessoas interessadas em conhecer leis trabalhistas de países com altos índices de
desemprego.
(D) público especializado em assuntos relacionados a estudos sobre renda básica e salário
mínimo na América Latina.
(E) trabalhadores à procura de complementar suas rendas, com a ajuda dos governos.
Questão 02
Em: “A renda básica universal e o salário mínimo digno são ideias similares, mas a renda básica
vai mais longe pois trata de assegurar que todo mundo tenha um nível mínimo de rendimento
para poder viver", a conjunção em destaque “mas” é um organizador textual que
(A) reforça o fato apresentado na oração anterior.
(B) destaca a consequência do que já foi afirmado.
(C) introduz uma ideia contrária ao que foi dito antes.
(D) acrescenta uma condição à explicação anterior.
(E) estabelece relação de causa entre as orações.
Leia o texto e responda à questão 3
País - Sociedade Aberta
18/03/2012 às 21h16
Bullying: necessidade de uma reflexão Jornal do Brasil - Breno Rostotolato
É preocupante o aumento de casos de bullying nas escolas do mundo todo. A divulgação na
mídia revela uma violência cada vez mais presente no ambiente escolar, mas que não é atual.
Casos de agressões entre alunos, física ou emocional, revelam que estamos lidando com um
sintoma social e que compromete as escolas, a infância e o futuro das crianças envolvidas,
sejam elas alvo ou agressores.
Deparamo-nos com casos de repercussão mundial e que tiveram como sustentação as bases
negativas do bullying. Casos como o massacre em Columbine e, mais recentemente, o do
estudante T.J. Lane que efetuou vários disparos na cafeteria da escola, são casos que
denunciam o bullying como fenômeno social que alicerça tais crimes. [...]
Um caso ainda mais chocante foi o massacre de Realengo, como assim ficou conhecido.
Wellington Menezes de Oliveira, 23, ex-aluno da Escola Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro,
assassinou cruelmente doze alunos, com idades entre 12 e 14 anos. Num perfil traçado pela
irmã e por conhecidos de Wellington na época em que estudava, descrevem o rapaz como
alguém muito reservado, tímido, que não se socializava e que sofria bullying. Lógico que estes
dados são insuficientes para explicar o ato criminoso e tampouco acredito que estes fatores
foram preponderantes para o ato violento, mas estou convicto de que são ingredientes que
acentuaram o embotamento afetivo e as fantasias destrutivas de Wellington, que abrangiam
atos terroristas associados com a doutrina islâmica e uma carta deixada por ele em que
transparece uma mente doentia e perturbada. [...]
Está na hora de olhar para o problema do bullying e encará-lo com seriedade. Precisamos
retomar a importância social das escolas e faculdades. Restabelecer o valor dos professores, e
não me refiro apenas a salários dignos, mas ao valor de autoridade. Ao governo fica a
conscientização de sua responsabilidade nos investimentos na área da educação, infelizmente
esquecida e marginalizada neste país. Tudo está interligado, e a negligência de cada elo deste
sociossistema poderá ocasionar novas histórias trágicas. Breno Rostotolato é professor de
psicologia da Faculdade Santa Marcelina (São Paulo).
ROSTOTOLATO, Breno. Bullying: necessidade de uma reflexão . Jornal do Brasil. JBlogsPaís -
Sociedade Aberta. Disponível em: <http://www.jb.com.br/sociedade-
aberta/noticias/2012/03/18/bullying-necessidade-de-uma-reflexao/>. Acesso em: 18 abr.
2018. (adaptado)
Questão3
Um exemplo de violência ocorrido em terras brasileiras foi o caso do massacre do Realengo. O
autor do artigo tem a opinião de que o crime cometido pelo estudante Wellington foi
motivado
(A) por ele sofrer bullying e por ter uma mente doentia e perturbada.
(B) pelo fato de o rapaz ter um temperamento extrovertido e comunicativo.
(C) por ele ter praticado atos terroristas associados com a doutrina islâmica.
(D) porque ele tinha tendências criminosas e um temperamento muito violento.
(E) porque ele não gostava dos colegas e por causa de suas fantasias destrutivas.
Leia o texto e responda à questão 4
[...]
Contos
Para fazer o livro Contos de amor rasgado, que repercutiu bastante, antes escrevi um ensaio
chamado “E por falar em amor”. Quando trabalho com minicontos, gosto que eles sejam
temáticos, que além dos fragmentos, o leitor receba, sem perceber, um ensaio sobre o tema,
um estudo que com esses contos entristecidos, formem um discurso. Tendo estabelecido os
suportes do tema, faço uma pauta – como boa jornalista – dos elementos compositivos
daquilo que quero falar, e só aí que vou escrever as histórias, atendendo a esses elementos
para depois fazer um painel. [...]
Entrevista de Marina Colasanti para Cândido – Jornal da Biblioteca Pública do Paraná. Um
escritor na biblioteca. Dezembro de 2017. p. 26. (adaptado)
Questão 4
Nesse trecho da entrevista, a escritora Marina Colasanti emprega duas vezes a palavra
“ensaio”. Para evitar uma terceira repetição, a autora usa um sinônimo que é
(A) conto.
(B) livro.
(C) painel.
(D) pauta.
(E) estudo.
Leia o texto e responda à questão 05.
Aberto do Rio terá três dos 10 melhores tenistas do mundo
Daniel Castro
DE São Paulo
Tênis Organização do torneio sofre para acomodar o “excesso” de estrelas na edição mais
forte de sua história
Montar a programação do Aberto do Rio, que começa nesta segunda-feira (15), tem tirado o
sono do diretor do torneio, Luiz Procopio Carvalho, nos últimos dias.
Com três tenistas entre os 10 melhores do ranking da ATP (Associação dos Tenistas
Profissionais) e oito que estão no top 30, a edição de 2016 da competição é a mais forte desde
a estreia, em 2014.
Para evitar problemas ocorridos nos outros anos, como partidas disputadas sob forte calor ou
avançando pela madrugada, a organização determinou que serão realizados apenas quatro
jogos por dia na quadra central (em 2015 eram seis), a única com transmissão de televisão.
Além dos jogos de simples, o complexo montado no Jockey Club da Gávea (zona sul), receberá
partidas de duplas e da chave feminina.
Agora, Carvalho conta que se desdobra para encaixar as estrelas no principal palco do torneio
durante os primeiros dias do evento, correndo o risco de desagradar aqueles que acabarem
preteridos.
[...]
CASTRO, Daniel. Folha de São Paulo. B4 esporte, domingo, 14 de fevereiro de 2016.
Questão 05
O principal motivo pelo qual o diretor do torneio sofre para acomodar o “excesso” de estrelas
é:
(A) As partidas são apenas de duplas e de chaves femininas e acontecerão no Jockey Club da
Gávea (zona sul).
(B) Há 11 jogadores classificados como os melhores em rankings mundiais e podem ser
realizados apenas quatro jogos por dia na quadra central.
(C) As estrelas jogarão no principal palco do torneio durante os todos os dias do evento,
desagradando os preteridos.
(D) Evitar problemas como partidas disputadas sob forte calor ou avançando pela madrugada,
como os ocorridos nos campeonatos europeus.
(E) Se desdobrar para encaixar as estrelas no principal palco do torneio durante os primeiros
dias do evento.
Sem comentários:
Enviar um comentário