sexta-feira, 3 de julho de 2020

Geografia – Prof. (a): Cristiane Rocha Ano/Série: 3º – Turma: A, B, C e D - Data: 01/07 a 08/07


E.E. Índia Vanuíre
Disciplina: Geografia – Prof. (a): Cristiane Rocha
Ano/Série: 3º – Turma: A, B, C e D
Nº de aulas: 4
Data: 01/07 a 08/07

Tema: Choque de Civilizações? 
Objetivo: Compreender as motivações dos conflitos entre as civilizações.
Habilidades: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
Estratégia: 1°passo; Leitura e análise do texto proposto.
                    2° passo assistir ao vídeo explicativo https://youtu.be/9yjHDv2HYbI                      3° passo acessar o link, para realizar a atividade 3 página 59 de leitura e análise de tabela proposta na apostila. 
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/09/veja-quais-sao-as-principais-conflitosem-andamento-no-mundo.shtml
Devolutiva do Aluno: o aluno pode tirar foto da atividade realizada e enviar pelo WhatsApp, e-mail cdeus@prof.educacao.sp.gov.br. 
Qualquer dúvida estarei à disposição

CONFLITOS MUNDIAIS: PRINCIPAIS CAUSAS E EXEMPLOS

Segundo a ONU, existem atualmente 30 regiões do mundo com a presença de conflitos armados. A maior parte destes conflitos envolve disputas por território e inclui, dentre as motivações, diferenças étnicas, religiosas e o controle de recursos naturais. Para além dos conflitos em andamento, existem ainda zonas de grande tensão geopolítica, como é o caso da Coreia do Norte e do Irã. Outros casos incluem a presença de movimentos separatistas de intensidade variável, mas que criam instabilidades políticas e econômicas regionais, como os casos do Quebec (Canadá), País Basco e Catalunha (Espanha) e Irlanda do Norte.



Vamos entender sobre a Guerra Civil na Síria

A Guerra Civil da Síria é um conflito que se estende desde 2011 entre vários grupos armados. O Observatório Sírio de Direitos Humanos já estimou como consequência do conflito mais de 470 mil mortos e mais de 11 milhões de refugiados sírios, dos quais 4,9 milhões migraram para fora do país. O conflito começou como consequência da repressão do governo sírio contra os protestos populares durante a Primavera Árabe e hoje tomou proporções de sectarismo religioso.
Causas do conflito
A Síria é governada pela família al-Assad desde a década de 1970 de maneira ditatorial. Bashar al-Assad só assumiu o país em 2000, após a morte de seu pai, Hafez al-Assad. O governo de Bashar sofreu inúmeras críticas pela corrupção e pela falta de liberdade política. Essas críticas tomaram novas proporções com a Primavera Árabe. A Primavera Árabe aconteceu quando a população de inúmeros países árabes manifestou-se exigindo democracia e melhores condições de vida em seus países. Os protestos iniciaram-se no final de 2010, na Tunísia, e espalharam-se por outros países, como Líbia e Egito. Na Síria, os protestos iniciaram-se em março de 2011, na cidade de Deraa, no sul da Síria. A resposta do governo sírio foi violenta, o que motivou novas rebeliões em diferentes partes da Síria, como na capital, Damasco, e Aleppo, a maior cidade da Síria.
À medida que a repressão do governo contra os protestos populares aumentava, formaram-se grupos de resistência. Esses grupos logo se transformaram em milícias armadas, que partiram ao ataque na tentativa de expulsar as tropas de Assad de suas regiões e derrubar o governo sírio. Esses exércitos rebeldes foram inicialmente formados por civis e militares desertores.
Crescimento da guerra civil
A ONU e a Liga Árabe movimentaram-se para buscar saídas diplomáticas ao conflito, entretanto, os cessar-fogos negociados nunca foram respeitados. Assim, a escalada da violência na Síria tomou proporções de guerra civil.
A principal força rebelde é o Exército Livre da Síria, que surgiu em julho de 2011. Esse grupo possui características seculares (não está sujeito a nenhuma ordem religiosa) e, portanto, é considerado um grupo rebelde moderado. A oposição rebelde, entretanto, passou a contar com grupos extremistas de tendência jihadista, como o Jabhat Fateh alSham, anteriormente conhecida como Frente Al-Nusra.
A partir de 2013, o Estado Islâmico, antigo braço armado iraquiano da Al-Qaeda, aproveitou-se da instabilidade da Síria e aderiu a grupos rebeldes de jihadistas sunitas. Entretanto, como o Estado Islâmico cresceu rapidamente, ele se autoproclamou um Califado em territórios na Síria e no Iraque. O califado é uma espécie de reino baseado na lei islâmica, a sharia. A guerra que havia começado por razões políticas tomou proporções religiosas.
Outras frentes de guerra surgiram com pequenos grupos rebeldes, principalmente de tendências fundamentalistas. Outro grupo de destaque foi os curdos, que se mobilizaram ao conflito a partir de 2014, quando o Estado Islâmico passou a perseguir a minoria curda da Síria. As tropas curdas atualmente mantêm o controle das regiões ao norte da Síria, na região chamada de Rojava.
Com a guerra sendo travada entre diferentes grupos, o conflito espalhou-se por diversas frentes. Assim, mudanças e movimentações das tropas acontecem a todo momento na
Síria.
Para compreender sobre os demais conflitos existentes no mundo acesse o link abaixo:


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