E.E. Índia Vanuíre
Disciplina: Geografia – Prof. (a):
Cristiane Rocha
Ano/Série: 3º – Turma: A, B, C e D
Nº de aulas: 4
Data: 01/07 a 08/07
Tema:
Choque de Civilizações?
Objetivo:
Compreender as motivações dos conflitos entre as civilizações.
Habilidades:
Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo
físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade,
continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa,
democrática e inclusiva.
Estratégia:
1°passo; Leitura e análise do texto proposto.
2° passo assistir ao vídeo explicativo https://youtu.be/9yjHDv2HYbI 3° passo acessar o link,
para realizar a atividade 3 página 59 de leitura e análise de tabela proposta
na apostila.
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/09/veja-quais-sao-as-principais-conflitosem-andamento-no-mundo.shtml
Devolutiva do Aluno:
o aluno pode tirar foto da atividade realizada e enviar pelo WhatsApp, e-mail cdeus@prof.educacao.sp.gov.br.
Qualquer dúvida estarei à disposição
CONFLITOS
MUNDIAIS: PRINCIPAIS CAUSAS E EXEMPLOS
Segundo a ONU, existem atualmente 30 regiões do mundo com a
presença de conflitos armados. A maior parte destes conflitos envolve disputas
por território e inclui, dentre as motivações, diferenças étnicas, religiosas e
o controle de recursos naturais. Para além dos conflitos em andamento, existem
ainda zonas de grande tensão geopolítica, como é o caso da Coreia do Norte e do
Irã. Outros casos incluem a presença de movimentos separatistas de intensidade
variável, mas que criam instabilidades políticas e econômicas regionais, como
os casos do Quebec (Canadá), País Basco e Catalunha (Espanha) e Irlanda do
Norte.
Vamos entender sobre a Guerra Civil na
Síria
A Guerra Civil da Síria é um conflito que se estende desde
2011 entre vários grupos armados. O Observatório Sírio de Direitos Humanos já
estimou como consequência do conflito mais de 470 mil mortos e mais de 11
milhões de refugiados sírios, dos quais 4,9 milhões migraram para fora do país.
O conflito começou como consequência da repressão do governo sírio contra os
protestos populares durante a Primavera Árabe e hoje tomou proporções de
sectarismo religioso.
Causas do conflito
A Síria é governada pela família al-Assad desde a década de
1970 de maneira ditatorial. Bashar al-Assad só assumiu o país em 2000, após a
morte de seu pai, Hafez al-Assad. O governo de Bashar sofreu inúmeras críticas
pela corrupção e pela falta de liberdade política. Essas críticas tomaram novas
proporções com a Primavera Árabe. A Primavera Árabe aconteceu quando a população
de inúmeros países árabes manifestou-se exigindo democracia e melhores
condições de vida em seus países. Os protestos iniciaram-se no final de 2010,
na Tunísia, e espalharam-se por outros países, como Líbia e Egito. Na Síria, os
protestos iniciaram-se em março de 2011, na cidade de Deraa, no sul da Síria. A
resposta do governo sírio foi violenta, o que motivou novas rebeliões em
diferentes partes da Síria, como na capital, Damasco, e Aleppo, a maior cidade
da Síria.
À medida que a repressão do governo contra os protestos
populares aumentava, formaram-se grupos de resistência. Esses grupos logo se
transformaram em milícias armadas, que partiram ao ataque na tentativa de
expulsar as tropas de Assad de suas regiões e derrubar o governo sírio. Esses
exércitos rebeldes foram inicialmente formados por civis e militares
desertores.
Crescimento da guerra civil
A ONU e a Liga Árabe movimentaram-se para buscar saídas
diplomáticas ao conflito, entretanto, os cessar-fogos negociados nunca foram
respeitados. Assim, a escalada da violência na Síria tomou proporções de guerra
civil.
A principal força rebelde é o Exército Livre da Síria, que
surgiu em julho de 2011. Esse grupo possui características seculares (não está
sujeito a nenhuma ordem religiosa) e, portanto, é considerado um grupo rebelde
moderado. A oposição rebelde, entretanto, passou a contar com grupos
extremistas de tendência jihadista, como o Jabhat Fateh alSham, anteriormente
conhecida como Frente Al-Nusra.
A partir de 2013, o Estado Islâmico, antigo braço armado
iraquiano da Al-Qaeda, aproveitou-se da instabilidade da Síria e aderiu a
grupos rebeldes de jihadistas sunitas. Entretanto, como o Estado Islâmico
cresceu rapidamente, ele se autoproclamou um Califado em territórios na Síria e
no Iraque. O califado é uma espécie de reino baseado na lei islâmica, a sharia.
A guerra que havia começado por razões políticas tomou proporções religiosas.
Outras frentes de guerra surgiram com pequenos grupos
rebeldes, principalmente de tendências fundamentalistas. Outro grupo de
destaque foi os curdos, que se mobilizaram ao conflito a partir de 2014, quando
o Estado Islâmico passou a perseguir a minoria curda da Síria. As tropas curdas
atualmente mantêm o controle das regiões ao norte da Síria, na região chamada
de Rojava.
Com a guerra sendo travada entre diferentes grupos, o
conflito espalhou-se por diversas frentes. Assim, mudanças e movimentações das
tropas acontecem a todo momento na
Síria.
Para compreender sobre os demais conflitos existentes no mundo acesse o
link abaixo:

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